Workshop – Pedro Almeida

O workshop orientado por Pedro Carvalho de Almeida, teve como objectivo mapear o nosso território de investigação – encontrar e interligar categorias de informação de forma a criar uma organização que funcionasse quase como um índice de informação.

Começamos por fazer um mapa mais visual, utilizando palavras-chave ou breves apontamentos e pequenas imagens de coisas que associássemos ao nosso tema, de projectos semelhantes, de bibliografia que pudesse ser relevante…

Atendendo ao meu tema, assumi que este tem duas áreas fulcrais: a cidade (Porto) e a tipografia. Assim, levei para a aula exemplos de algumas tipografias desenvolvidas para cidades ou às quais pudessem ser associadas, imagens de diversas coisas que achei que pudessem descrever o Porto e imagens de alguns títulos que penso que podem ser de leitura relevante tanto na área da tipografia como na contextualização da cidade.

Quando comecei a mapear a informação, tornou-se também evidente que algumas imagens deveriam ser excluídas por não fazerem sentido, no entanto começou a ser difícil relacionar tópicos, manter a quantidade de informação equilibrada por tópico. Depois de algumas péssimas tentativas de fazer mapas organizados mas que não estavam a fazer sentido para mim, resolvi fazê-lo de uma forma mais caótica mas que me permitisse fazer as ligações que na altura conseguia identificar.10409304_950945658267832_6772985722883611504_nFotografia, 10-12-14 - 03.11Fotografia, 10-12-14 - 03.11 #24

Numa segunda fase, com a ajuda (gigantesca) do professor Pedro Almeida, consegui iniciar um processo de sucessiva organização:

“abstrair do ponto de chegada e concentrar no processo de recolha de imagens e da sua análise, começando a identificar padrões”

Fotografia, 10-12-14 - 03.12 #2

1- Percebi que tinha de parar de me focar no resultado final deste projecto – de pensar se vou fazer uma fonte, se deveria estar a centrar-me só numa vertente da cidade, se devia analisar outras vertentes, etc… Isso estava realmente a limitar-me.

2- Comecei a ler o meu mapa caótico e a ver o que era desnecessário, as áreas que se poderiam fundir ou decompor, a criar hierarquias.

3- Recebi algumas dicas que me ajudaram a alargar a lista dos livros/artigos que me podem interessar.

Desta forma cheguei a uma versão mais simplificada do meu mapa, apenas com tópicos nucleares.

A partir daí, comecei a ramificá-los em tipologias, técnicas, exemplos físicos… e a destacar visualmente a organização hierárquica do mapa.65

O esquema que resultou deste workshop foi uma lista  de tópicos daquilo que vou ter que aprofundar, pelo menos inicialmente, no meu projecto.

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Este processo ajudou-me a organizar-me, a saber como gerir a informação que tenho e a aperceber-me daquilo que me falta. Por outro lado foi bom soltar-me um pouco do produto final, como já foi referido.

Neste momento, tenho que recolher imagens e de encontrar informação sobre cada um dos tópicos para os conseguir desenvolver de forma mais equilibrada e a ter material de trabalho.

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fontes – cidades

BRAGA,criada pela DSType, consiste num tipo de fonte barroca que homenageia a cidade de Braga, também conhecida como a capital do barroco em Portugal.

É uma fonte pensada para funcionar por camadas, de forma a ser possível inserir diferentes cores, linhas, padrões, swashes, entre outros elementos gráficos.

DST_Braga_Cover_750http://www.dstype.com/type_families/braga

BAZAR, de Olinda Martins, é uma fonte revivalista criada a partir da recolha de letreiros comerciais da cidade do Porto.

A amostra que levou à sua execução, concentrou-se na Rua Faria Guimarães, Rua do Almada, Rua dos Caldeireiros, Rua Nicolau Nasoni e Rua das Flores.

bazar_1http://www.mdemaria.com/2009/08/17/bazar/

SWEDEN SANS= Novo logótipo e fonte para a Suécia (pela Söderhavet)

logos2Sweden Sans national fonthttp://soderhavet.com/en/news/swedens-global-brand-identity-unveiled/
http://www.theguardian.com/world/2014/nov/14/sweden-sans-designers-create-national-font

Outro caminho – 2

Como é que uma tipografia pode ser associada/descrever uma cidade?

No ano passado, quando tivemos o workshop com o designer Pablo Martín, foi abordada a hipótese de não recorrer a uma tipografia de forma generalista, ou só porque a font está bem construída, é elegante, tem boa legibilidade e é equilibrada. Além de ter em conta estes factores, a escolha da font deve estar também relacionada com o trabalho a desenvolver, sendo adequada ao propósito. Ou seja, deve associar-se ao assunto tratado ou ao meio onde esse mesmo assunto se insere.

Isto levou-me a reflectir sobre como é que uma font tipográfica pode transmitir a atmosfera de uma cidade, ou até mesmo identificá-la. Deste modo, surgiu a ideia para um projecto que gostaria de desenvolver: a criação de uma font que ajude a cidade a comunicar-se de forma mais autêntica, tanto em situações em que a cidade assume o papel de assunto central, como em outras, talvez mais comuns no dia-a-dia, como quando a cidade é uma envolvente, um espaço ou algo abordado de forma mais indirecta.

Para tal, deve haver uma amostra visual da cidade que possa ser estudada, de forma a ajudar na criação da font. Além disso, há que ter em conta que, provavelmente, a criação da font deve ser feita sob um determinado ponto de vista, uma vez que qualquer lugar/grupo/cultura pode sempre ser interpretado sobre diversos pontos de vista – e isso pode tornar-se demasiado complexo ou subjectivo.

Quanto ao território a explorar, achei que deveria trabalhar um território que conheça bem e a que possa aceder com frequência, por ser mais fácil ver para além do óbvio e por poder explorá-lo mais facilmente. Por essa razão, penso que seria ideal focar-me na cidade do Porto.

Outro caminho – 1

O primeiro “outro caminho” apareceu lá em casa… Encontrei uma colecção de “O livro das mil e uma noites”, de 1958, lançada em fascículos pela Editorial Estúdios Cor (uma editora portuguesa que já fechou). Trata-se de uma colecção de seis volumes, ilustrados por diversos autores portugueses (Cipriano Dourado, Júlio Pomar, Maria Keil, Fernando Azevedo e uma série de nomes conhecidos do universo português mais ligado à ilustração e à arte no século XX).
Captura de ecrã 2014-11-19, às 01.21.51

Então, a minha ideia era basicamente analisar a composição e o conteúdo ilustrado do livro… Estudar a sua estrutura, as capitulares e as ilustrações-base de Fernando Azevedo, e as outras ilustrações resultantes da colaboração de vários autores.Captura de ecrã 2014-11-19, às 01.19.23

Captura de ecrã 2014-11-19, às 01.19.07Quando comecei a pesquisar sobre o tema não encontrei quase nada, nem sobre essa colecção, nem sobre a editora, por isso perguntei sobre o assunto ao professor José Bártolo, que me indicou algumas colecções relevantes, a nível de ilustração e design, da Estúdios Cor.

Consegui encontrar alguns desses livros em casa, vi entrevistas a alguns dos ilustradores e consultei teses já feitas relacionadas com ilustração literária, com alguns dos ilustradores dos livros… Mas parecia que não sabia o que estava a fazer, nem porquê que era sobre aquilo, nem o que que me interessava exactamente (editora? Colecção? “O livro das mil e uma noites” em várias edições? Quais edições? Ilustrações? Ilustração dessa época? Colaboração de vários autores? Capitulares super fixes?), nem de que forma é que podia tornar a ideia aliciante. Isso tornou um pouco complicado fazer com que o workshop funcionasse comigo, porque eu não estava propriamente motivada, nem focada em nada. Então eu bloqueei e não consegui sair desse ponto durante algum tempo.

Mais um bocadinho e este blog tornava-se uma história triste…

Research Ideas

No início do ano lectivo, foi-nos pedido que fizéssemos uma apresentação de três possíveis ideias de temas para a tese/projecto.

No meu caso, essas três ideias foram:

1- Ilustração contemporânea portuguesa – trabalhar sobre uma selecção de ilustradores, recorrendo a algumas galerias do Porto para recolher uma amostra e, a partir daí explorar as técnicas a que esses autores recorrem, os elementos comuns ou recorrentes, perceber se há ligações de imaginário, etc…Captura de ecrã 2014-11-18, às 22.52.30

2- Conciliação de técnicas manuais e digitais no design (mais especificamente em posters) – focar-me num designer, ou gabinete de design que explorasse esse processo de trabalho, ou mesmo num local cuja divulgação geralmente fosse feita desse modo. A partir daí seriam vistos os processos de trabalho, a sua justificação, o género de estética… de alguma forma…
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3- Identidade de museus (suportes/meios de divulgação) – seria visto o caso de um museu de arte por país, ao nível da Europa, por exemplo. Dentro desse leque, seriam analisados a nível de logótipos e do layout utilizado para cada museu, pressupondo que cada museu acaba por ter uma linguagem padrão.Captura de ecrã 2014-11-18, às 22.52.49Captura de ecrã 2014-11-18, às 22.53.03

Apesar de tudo, acho que destas três ideias a que fazia mais sentido para mim era a terceira, no entanto eram ideias muito vagas, abrangentes demais e sobretudo estava a ser difícil chegar a algum sítio com elas. Não conseguia perceber o que me interessava mesmo nelas e onde pretendia chegar.

Porém, ainda insisti um pouco na terceira ideia e procurei folhetos, postais, bilhetes e programas de museus de vários países. A verdade é que a amostra que consegui pareceu-me menos interessante e variada do que aquilo que eu tinha imaginado e começaram a surgir ainda outras questões, como conseguir exemplos de museus de determinados países, ou se bastaria um ou dois exemplos de cada museu para ditar a linguagem do museu, ou mesmo a influência da data em que o suporte foi produzido.

Somando estas questões todas ao facto de estar com objectivos demasiado vagos,  acabei por ir abandonando estas ideias e comecei a procurar outro caminho.

Árvore – PERSPECTIVA BIOLÓGICA | GEOGRÁFICA

Para a segunda abordagem deste projecto, foquei-me numa perspectiva mais biológica. Desde o início, pretendia trabalhar esta perspectiva através de infografia, apesar da intenção ser trabalhar dados relativos à desflorestação em Portugal. Uma vez que a informação sobre esse tema era escassa ou imprecisa , optei antes por abordar informação sobre a Floresta Portuguesa, de forma mais abrangente (uso dos solos portugueses, principais espécies, peso nas exportações, área de floresta por tipo de ocupação).

Optei por construir a infografia em papel e sobreposição digital de informação, pela própria ironia de estar a gastar papel desnecessariamente para falar sobre árvores e florestas, quando uma das causas de desflorestação é a produção de papel.

O elemento central da imagem é um conjunto de árvores tridimensionais, cada uma a representar uma das nove espécies predominantes no solo português. Também as ilustrações relativas aos tipos de ocupação das florestas e os gráficos do uso dos solos portugueses e do peso nas exportações são construídos em papel.

A imagem, neste caso, é utilizada de forma ilustrativa, no caso das árvores e de forma informativa, no caso dos gráficos.

 

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Árvore – PERSPECTIVA TEMPORAL | FAMILIAR | EVOLUTIVA

O processo de trabalho levou à modificação/evolução das três perspectivas que adoptei inicialmente. 

Numa primeira abordagem, procurei aliar a ideia de tempo, família e evolução. Pretendia explorar a ramificação e, neste sentido, comecei por pensar na Teoria da Evolução como objecto de trabalho. 

A ideia de floresta também me interessava, mas mais no sentido de quantidade, densidade de informação. Assim, fui chegando a alguma perguntas como “Quantas árvores existem no mundo?” e “Em que categorias se dividem?”. 

Assim, depois de alguma pesquisa, tentei desenvolver uma infografia que representasse a resposta a estas perguntas. Numa primeira parte, procurei apresentar os tipos de árvores que existem actualmente, e que se dividem em dois grupos: as de folha persistente e as de folha caduca. Tentei que este objecto só contasse com informação objectiva, gráfica, e que demonstrasse densidade. Deste modo, e baseando-me nos cortes transversais das árvores, organizei os tipo de árvore em dois círculos concentricos. 

Numa segunda parte, partindo da Teoria da Evolução, foquei-me na evolução das espécies vegetais terrestres até à actualidade, uma vez que esta é outra forma de agrupar/catalogar as árvores.

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